O que é risco-país e porquê ele pode influenciar a economia?

Na hora de fazer investimentos, é preciso averiguar muito muito as alternativas disponíveis. Além de checar os fundamentos das empresas e o rating de títulos, uma atitude recomendada é estimar questões macroeconômicas. Para ajudar com essa tarefa, existe o risco-país.

Por meio dele, será provável entender quais nações oferecem opções que dialogam com sua estratégia de investimentos. Por isso, se notar a esse indicador será fundamental para uma boa decisão ao conceber sua carteira de investimentos.

A seguir, entenda o que é risco-país e a sua relação com os investimentos! Vamos lá?

O que é risco-país?

Também sabido porquê risco-soberano, trata-se de um indicador econômico que avalia o intensidade de crédito de mercados desenvolvidos em países emergentes. O objetivo é identificar se uma pátria tem capacidade de honrar seus compromissos financeiros.

Em nosso país, o índice é chamado de risco-Brasil. Ele é utilizado por estrangeiros porquê um termômetro, a termo de averiguar as ameaças de fazer investimentos na economia brasileira. Dessa forma, o indicador orienta os investidores no momento de tomar decisões sobre onde alocar os recursos.

Porquê ele é medido?

Agora que você já compreendeu o que é risco-país, pode se interessar em entender porquê ele é calculado. Para isso, existem determinados critérios tanto do cenário mundial quanto da economia vernáculo que são considerados.

Entre eles, estão dados econômicos e políticos. Os principais exemplos são:

  • decisões aprovadas pelo Congresso;
  • segurança das instituições políticas;
  • relação entre Resultado Interno Bruto (PIB) e dívidas públicas;
  • déficit fiscal;
  • situação econômica (prolongamento ou queda).

A seguir, confira os principais indicadores utilizados para calcular o risco-país.

EMBI+

O termo risco-país foi cunhado pelo banco estadunidense J. P. Morgan em 1992, instituição que desenvolveu o método EMBI+ de avaliação. A base da metodologia é o Tesouro dos Estados Unidos, considerado porquê referência em segurança para o mercado financeiro.

Para calcular o risco-Brasil, são comparados os retornos dos títulos públicos brasileiros com os títulos estadunidenses — considerados o investimento mais seguro do mundo. A diferença é chamada de spread soberano e é medida por pontos-base, sendo que cada centena pontos-base representam 1% de rentabilidade.

Veja um exemplo: se o risco-país somar 500 pontos-base, é preciso que o investimento renda 5% a mais do que os títulos de referência para ser atrativo. Ou seja, é preciso encontrar um estabilidade entre a verosimilhança de inadimplência e a rentabilidade desejada.

CDS

Outra metodologia utilizada para medir o risco-país é o Credit Default Swap (CDS), que funciona porquê um seguro contra calotes de títulos públicos e privados. Trata-se de um concórdia bilateral envolvendo um emissor e um portador, buscando mitigar os perigos de um investimento em relação ao risco que o país pode oferecer de calote.

Se uma pátria apresentar um aumento em relação ao número de contratos de CDS, significa que o risco-país é maior. No caso de países em que o número de CDS é menor, há uma maior segurança econômica.

Rating

As metodologias utilizadas para calcular o risco-país são parecidas, mas não as mesmas daquelas adotadas para estimar o rating de uma pátria. Embora haja pontos em geral e os conceitos sejam complementares, eles são distintos na prática.

Existem agências internacionais que fazem a classificação de risco de crédito das nações. As principais são Standard & Poor’s (S&P), Fitch Rating e Moody’s.

O objetivo dessas instituições é atribuir pontos a cada país de concórdia com suas condições de arcar com as dívidas. Ou seja, trata-se de mais uma utensílio que pode ser utilizada por investidores antes de realizarem os aportes.

Porquê o risco-país pode influenciar a economia e os investimentos?

Quando um país tem subida verosimilhança de inadimplência, a tendência é subtracção dos investimentos estrangeiros e dificuldade de financiamentos. Para contornar a situação, porquê não é provável oferecer segurança com o risco-país saliente, a solução é aumentar a rentabilidade.

Logo, isso significa ampliar os juros oferecidos. Para os investidores, essa tende a ser uma escolha interessante para rentabilizar o portfólio. Por outro lado, esse processo significa crédito mais custoso tanto para a população quanto para as instituições.

Com menos verba circulando e custos mais altos, é provável que haja um aumento de desemprego e redução da renda dos cidadãos. Ou por outra, os juros mais altos tendem a estar acompanhados de uma inflação elevada. Assim, a manutenção desse cenário pode resultar em um contexto de crise econômica.

Porquê está o risco-Brasil?

Apesar de o Brasil ter se renovado das inseguranças relacionadas à covid-19, a pontuação de risco tem aumentado. O auge foi em abril de 2020, início da pandemia, atingindo 313 pontos. Depois disso, o risco-país entrou em ritmo de queda até dezembro, quando ficou em murado de 140 pontos.

Porém, essa pontuação voltou a crescer no início de 2021, movimento que se manteve ao longo do ano e continuou até maio de 2022 — chegando ao patamar de 244 pontos.

Mesmo com as contaminações e os óbitos por covid-19 sob controle, o contexto político reforça uma perspectiva de aumento de risco, principalmente devido às eleições 2022. Em 2018, por exemplo, o risco-Brasil chegou a 311, próximo do sumo causado pela crise sanitária derivada do novo coronavírus.

O histórico do país é de subtracção desses riscos posteriormente as eleições. No entanto, até que o processo eleitoral seja finalizado, a tendência é de oscilações no risco-Brasil.

Ainda, é válido se notar ao rating do Brasil. Em 2022, as três principais agências classificadoras caracterizaram o cenário brasílio porquê intensidade especulativo. Isso significa que o país não é visto internacionalmente porquê um bom pagador.

Por que saber esse tema?

Ao longo do texto, ficou evidente que as classificações de risco são ferramentas que auxiliam os investidores na hora de tomar decisões sobre seus investimentos. Ao saber quais nações têm um bom histórico de pagamentos, fica mais fácil saber onde investir, caso você queira variar seus aportes e investir no exterior — principalmente em países emergentes.

Conhecendo o risco-Brasil, você também terá condições de averiguar os riscos envolvidos nos investimentos realizados em seu próprio país. Assim, é provável fazer escolhas mais embasadas, considerando as potenciais implicações desse indicador em relação ao porvir de uma pátria.

Todavia, é válido ressaltar que toda solução precisa estar alinhada à sua estratégia de investimentos. A constituição da carteira depende da relação com riscos, liquidez e rentabilidade. Desse modo, se torna mais fácil estimar quais países dialogam com os seus objetivos e perfil de investidor.

Agora você sabe que o risco-país disponibiliza informações preciosas aos investidores. Ao considerar a reciprocidade entre rentabilidade e segurança de cada pátria, você terá uma base mais sólida para tomar decisões de investimento mais acertadas.

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